sábado, 30 de abril de 2011

Quando o problema não está no bolso


Hoje vou falar um pouco do Município de São Francisco do Conde, Bahia. O texto retrata os extremos do Município, onde o maior PIB Per Capita do Brasil, de R$ 239.000, está ao lado de uma população, de aproximadamente 30.000, que possui 55,02% da população vivendo abaixo da linha da pobreza. 
Seria apenas mais um município se o mesmo fosse localizado em pleno sertão baiano, onde o motor da economia municipal é alimentado pelo funcionalismo público, pelos proventos dos aposentados e pelo Bolsa Família. E falando em Bolsa Família, das mais de 16.000 pessoas vivendo abaixo da linha da pobreza, pouco mais de 3 mil são agraciados com este auxílio.
Estes dados seriam apenas estatísticas se não estivéssemos abordando segundo maior município do Estado da Bahia em arrecadação, perdendo apenas para a Capital, uma cidade que não sofre com as mazelas da seca, com a escassez de recursos...
O nome disso não é má gestão... É péssima gestão... ou INDIGESTÃO!!!! O resto eu deixo com o Tribunal de Contas do Municípios!!! Vale salientar que eu sou economista! Não analiso pessoas ou partidos... analiso dados e índices. 

Não podemos conceber crescimento econômico com a perpetuação da penúria, ou a inércia do poder público para minoração da mesma.
Viva ao Brasil!!!! "Pense em um absurdo... na Bahia tem precedente" Otávio Mangabeira ex-governador da Bahia

domingo, 24 de abril de 2011

Colhendo os frutos do Custo Brasil


“Energia cara tira indústrias do Brasil” (li a pouco no Jornal Estadão) realmente é preocupante, além de sofrer com o problema da renovação das matrizes energéticas o país agora está assistindo a fuga de Empresas devido ao alto custo da energia (para se ter dimensão, a energia brasileira custa o dobro da média mundial). Esta fuga gera desemprego, minoração da arrecadação do governo... que por sua vez diminui os investimentos no país...

Quando se fala em fuga de empresas não estou me referindo a pequenas e médias empresas!!! São MULTINACIONAIS (o fechamento da unidade de uma empresa pode abalar drasticamente a economia de um Município, por exemplo). Não podemos esperar a instalação do caos para estudar soluções, seria o mesmo que querer trocar os pneus com o carro em movimento. Para o Brasil continuar sendo o País do futuro temos que pensar o futuro agora! Senão corremos o perigo de não encontrar luz no fim do túnel... por falta de energia!

Até o Próximo “Economia em Foco” Acho que quem está com foco sou eu...

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Reflexões sobre o Futuro do Brasil

Estamos assistindo a um extrato da população tentando embargar as obras da hidroelétrica de Belo Monte (no Pará). Na região nordeste estão questionando a possível instalação de uma usina nuclear na Bahia.  Respeito a opinião dos opositores da obra de Belo Monte pois estes focam a questão ambiental e compreendo a ótica, da esfera da população baiana, que é contra a instalação da usina nuclear pois ainda estão sofrendo os efeitos psicológicos  do acidente nuclear japonês.
Mas agora vem o questionamento de um economista que está ficando cheio de cabelos brancos... Temos um país que cresce entre 4 a 4,5% ao ano (aplicando um calculo básico de juros simples, mais a título ilustrativo!) em 10 anos a economia do País crescerá 40 a 45% como iremos alimentar o crescimento do País? com luz de vela? como iremos alimentar o consumo (consumo em uma maneira ampla!!!!) da população? será que o carvão ecologicamente correto vai dar conta de quase 200 milhões de brasileiros?

Temos que deixar de ser simplistas... isso mesmo! Pois quando falamos NÃO! E não damos alternativas estamos sendo simplistas. Temos que pensar nas conseqüências da não intervenção das matrizes energéticas. Como isso afetará a população??? Quem não lembra do apagão no Brasil nos anos de 2001/ 2002???


Concordo plenamente... temos que proteger a arara azul e o tamanduá bandeira! Mas não podemos esquecer de nossos filhos!!!! Convoco a todos a substituir as NEGATIVAS POR ALTERNATIVAS!!!!
Agradeço a aqueles que perderam tempo lendo meus devaneios...

Exportar cocada ao invés de coco

Recentemente li no jornal Só Notícias (MT), vale salientar que os créditos desta informação são da minha querida Patrícia Gasques... relatando o crescimento econômico do Estado de Mato Grosso, é realmente uma notícia muito boa, MAS... existe um eterno perigo para os países, estados ou municípios que possuem suas economias atreladas a a produção de matérias-primas (eles produzem e outras regiões agregam valor ao produto) Um exemplo disso é a Alemanha, este (a grosso modo) apesar de não produzir um único grão de café é o maior exportador de café do mundo... de onde vem a matéria-prima??? Infelizmente é nossa.. Um outro perigo a ser analisado é que não existe um controle pleno na produção agrícola, ou seja, como controlar uma super-safra de milho, por exemplo? Será que o mercado estará sempre disponível para suprir esta oferta? Infelizmente não... ai vamos assistir mais uma vez produtores queimando plantações para tentar elevar ou conter a queda dos preços para ao menos atingir o preço de custo do produto.

Diferente da fabricação de um produto industrializado que quando a demanda cai os produtores simplesmente reduzem a fabricação. Por isso defendo a indústria de transformação objetivando agregar valor ao produto na região onde a matéria-prima é produzida. E quem sabe... possibilitando a inicialização de um futuro cluster (um conjunto de empresas que possuem características semelhantes alimentado uma cadeia produtiva. Um exemplo: uma vinícola, próximo a uma empresa que engarrafa o vinho, tendo também uma outra empresa que rotula o produto, outra embala as garrafas e mais um que transporta) ou seja todo processo produtivo ocorre em um único lugar .

Bom, vou parando por aquí... Meu remédio acabou... preciso pegar outra receita... Um forte abraço e até o próximo surto